quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Eike Batista se XXXeu? Eu acho que não...
A gentalha tirou Eike Batista para Judas após as notícias de que seus negócios não deram certo, quebraram, faliram, mudaram de ramo, etc. Falam que ele se danou, ficou pobre, se fodeu em alto estilo, pois sua fortuna caiu de 30 e quantos bilhões para algumas dezenas de milhões nos últimos meses. Deixou o top da revista Forbes entre os mais ricos para uma posição mediana, mais condizente com a sua verdadeira posição dentro do mundo dos negócios a nível de, o palavra terrível, planeta Terra. Eike Batista nunca teve uma fortuna bilionária, essa quantia que a fazia um brother in bank de gente como Bill Gates, Carlos Slim e aqueles caras dos Emirados Árabes que dizem ser trilionários e não tem os nomes divulgados por segurança e para não matar a burguesia ocidental de inveja. Eike Batista nunca teve esse dinheiro em seu poder, era um valor hipotético, um arroubo em relação aos miraculosos possíveis ganhos do seu Império X. Talvez seja óbvio demais isso, mas Eike Batista não atingiu esse status de bilionário graças ao sucesso de seus negócios, mas sim pela grana dos outros. Todas as loucuras empresariais do grupo X foram feitas com dinheiro alheio, dos pequenos investidores, dos grandes, dos fundos de pensão, do BNDES, que, por um misto de fascínio e ingenuidade frente àquela figura empresarial de boa lábia, biotipo europeu e um cabelo meio duvidoso, entregaram fortunas para ele fazer o que bem entendesse. E fez merda, é claro. Eike Batista não é um empresário sério. É um midas ao reverso. Tudo que tocou virou merda. A petrolífera não tirou petróleo, a mineradora não arrancou uma puta de uma pedra, o estaleiro nem para fazer canoa, e por aí vai. A unica coisa boa da carreira empresarial de Eike Batista foram os jipes JPX, empresa, que, obviamente, foi para o vinagre. Mas vocês acham que ele está preocupado com a quebradeira, as notícias terríveis, o desespero dos investidores que vêem suas ações minguarem? Claro que não. Está dando de ombros, curtindo uma mulherzinha mais nova, andando de jet ski na Barra da Tijuca, comendo do bom e do melhor, viajando, enfim, levando a vida boa que sempre levou. O motivo? Poxa, é óbvio, ele ainda é rico, bon vivant, está com a vida da quinta geração garantida com a fortuna que acumulou, principalmente com a lábia e a capacidade de prometer o grandioso, o impossível, a vida eterna na riqueza. Assim como os grandes engambeladores da história dos negócios, entre os quais Charles Ponzi, Bernie Maddoff e alguns ditos pastores neopentescostais, Eike Batista prosperou porque mexeu com o sonho das pessoas, tocou em suas mentes e corações com a varinha do "confiem em mim, eu sou o caminho, a verdade e a vida", e fez com que depositassem em sua promessa empresarial boa parte de seu dinheiro. E deu no que deu. Claro que, por motivos os quais não gostaria de citar, pois colocaria em situação incômoda nossas leis e sociedade, o brasileiro se saiu bem nessa história. Poderiam querem prender o Eike Batista por charlatanismo ou algo parecido? Suponho que não, já que todos investiram no grupo X porque quiseram. Seja porque queriam ser um novo Eike, ou porque os meios de comunicação o pintavam como o rule model, ou porque, sei lá, confiavam no taco dele por ter pego a Luma de Oliveira um bom tempo. Enfim, acreditaram na lábia do homem e dançaram. No resumo da ópera, tenho certeza de que Eike Batista, noite após noite, dorme sem nenhum fio de preocupação em seu travesseiro de penas de ganso italiano coberto por fronhas de trinta mil fios.
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